Fed é o grande vilão final? Morgan Stanley: Bitcoin inclui ativos bancários "3 obstáculos" a serem superados

Bitcoin está oficialmente sendo integrado ao sistema bancário, passando de uma ideia para a realidade.
Amy Oldenburg, chefe de estratégia de ativos digitais do Morgan Stanley, espera que o Bitcoin inevitavelmente entre nos balanços dos maiores bancos dos Estados Unidos no futuro, mas ainda há vários obstáculos a serem superados.
Recentemente, ela revelou na Conferência de Bitcoin realizada em Las Vegas que, à medida que a demanda dos clientes continua crescendo, esse banco de Wall Street está ativamente preparando o terreno para expandir seu portfólio de ativos digitais.
Ela disse:

Nós temos uma forte presença no setor de ativos digitais há muitos anos, e o ambiente regulatório atual também nos apoia mais do que nunca para mostrar nossas habilidades.

O Federal Reserve e as normas internacionais são obstáculos-chave
Amy Oldenburg também mencionou que, eventualmente, os bancos americanos poderão incluir Bitcoin em seus balanços, mas para que bancos de grande porte como o Morgan Stanley comecem a possuir Bitcoin, ainda é preciso superar alguns obstáculos importantes, incluindo a postura do Federal Reserve, os Acordos de Basileia (padrões globais de supervisão bancária) e a necessidade de obter consenso e aprovação de várias autoridades reguladoras globais.
Na verdade, não é apenas o Morgan Stanley que acredita que o setor bancário entrará no mundo das criptomoedas. O CEO do Banco de Nova York Mellon (BNY), Robin Vince, afirmou em março deste ano que grandes instituições financeiras atuarão como uma ponte entre o sistema financeiro tradicional e os ativos digitais, liderando a próxima onda de adoção de criptomoedas; mas ele também enfatizou que, antes de os bancos decidirem “investir de forma abrangente”, a clareza regulatória ainda é uma prioridade.
Morgan Stanley MSBT listado há 6 dias e arrecadou mais de 100 milhões de dólares
Apesar de a regulamentação ainda estar em desenvolvimento, o Morgan Stanley não parou. Amy Oldenburg afirmou que o banco lançou recentemente um ETF de Bitcoin à vista — o “MSBT” — que não só representa uma grande conquista para o Morgan Stanley, mas também é o primeiro produto desse tipo emitido por um banco autorizado nos Estados Unidos.
Ainda mais impressionante, nos primeiros 6 dias de negociação, o MSBT arrecadou mais de 100 milhões de dólares, e todo esse capital veio de investimentos “ativos” dos clientes, mesmo que os consultores financeiros do banco ainda não tenham começado a recomendar esse produto aos clientes.
Consultores não acompanham a demanda dos clientes, treinamento interno está acelerando
Amy Oldenburg apontou que atualmente há uma discrepância clara entre os produtos oferecidos pelos consultores financeiros e as necessidades reais dos clientes. Embora o Morgan Stanley recomende que os clientes aloque entre 2% e 4% de seus ativos em Bitcoin, o ritmo de promoção ainda está aquém, principalmente devido à falta de treinamento adequado.
Ela revelou que, na plataforma de gestão de patrimônio do Morgan Stanley, até 80% das posições em ETFs são negociadas autonomamente pelos clientes. Por isso, o banco já iniciou um programa de treinamento interno para ajudar os consultores a aprimorar suas habilidades.
A demanda do mercado por “canais de investimento em Bitcoin compatíveis com as normas” já é uma realidade incontestável. Como exemplo, o ETF de Bitcoin à vista “IBIT”, lançado pela gigante de gestão de ativos BlackRock, atingiu um valor de ativos de mais de 61 bilhões de dólares desde seu lançamento em janeiro de 2024, estabelecendo um recorde de crescimento mais rápido na história dos ETFs.
Próximo passo: licença de trust digital do OCC, para permitir custódia direta e negociação à vista
Olhando para o futuro, Amy Oldenburg afirmou que o Morgan Stanley está atualmente solicitando ativamente à Office of the Comptroller of the Currency (OCC) uma “licença de trust digital (Digital Trust Charter)”.

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