Recentemente, voltei ao tema de staking e percebi que muitas pessoas ainda o confundem com mineração tradicional. Aqui vou tentar entender o que é o quê.



Na essência, a mineração pos (ou staking, como é mais frequentemente chamado) é uma forma de ganhar dinheiro com criptomoedas sem precisar comprar equipamentos caros e pagar contas exorbitantes de eletricidade. Em vez disso, você simplesmente mantém as moedas na carteira e recebe uma recompensa por isso. Quase como um depósito bancário, mas em criptomoeda.

Tecnicamente, isso é chamado de Prova de Participação – Proof-of-Stake. A ideia surgiu ainda em 2011, quando o projeto PeerCoin a aplicou pela primeira vez. Na época, era uma ferramenta auxiliar, mas com o tempo se transformou em um mecanismo completo de consenso.

Como o staking difere do PoW clássico? No mineração tradicional (Proof-of-Work), a rede é mantida por pessoas com placas de vídeo e processadores potentes, que resolvem enigmas matemáticos. No staking, tudo é mais simples – se você possui uma certa quantidade de tokens, pode participar da validação dos blocos. Sem hardware, sem cálculos. As moedas ficam na conta, e você ganha com isso.

As vantagens são evidentes: as transações são processadas mais rapidamente, as taxas são menores, consome-se menos energia. Os defensores do staking também dizem que é mais seguro – por que um hacker iria atacar a rede onde seus próprios fundos estão? Perderia tudo. Embora os céticos argumentem que PoW ainda é mais resistente a ataques e à centralização. De qualquer forma, ambos os mecanismos funcionam.

O exemplo mais famoso é a transição do Ethereum. Vitalik Buterin falou anos sobre a mudança para staking, mas isso se mostrou uma tarefa extremamente complexa. As pessoas já estavam desesperadas esperando, mas em 15 de setembro de 2022, a fusão finalmente aconteceu. Agora, no Ethereum, não é mais possível minerar no sentido clássico – só fazer staking. Algumas pessoas criaram forks do blockchain original para quem quer continuar a mineração PoW, mas eles não são populares.

Se você quer começar a ganhar com staking, primeiro escolha uma moeda. Existem milhares, mas o foco deve estar nas principais – com uma ideia forte, grande capitalização e uma equipe experiente. Ethereum, BNB, Cardano, Polkadot, Avalanche, Cosmos, NEAR, Algorand – esses são exemplos de projetos onde o staking funciona.

Depois, é simples: compre moedas em uma grande exchange, baixe uma carteira que suporte staking, transfira os tokens para lá e envie-os para staking. Depois, é só esperar. O computador precisa estar ligado para que a rede possa consultar sua carteira para validação, mas não há requisitos super específicos de hardware.

O único problema é a alta barreira de entrada. Para Ethereum, por exemplo, eram necessários 32 ETH, o que antes custava uma fortuna. Mas também há uma solução – plataformas maiores oferecem pools de staking, onde é possível investir até 0,01 ETH. Muito mais conveniente.

Calcular seu potencial de lucro é fácil – há calculadoras online que consideram a taxa de juros anual e o valor investido. Então, antes de começar, você pode estimar quanto realmente vai ganhar.

No geral, o staking é uma ótima opção para quem quer uma renda passiva de criptomoedas, sem precisar investir em hardware. Claro que o Bitcoin e outros projetos PoW não vão desaparecer, mas a tendência é claramente em direção ao staking. Vale a pena experimentar, se você tiver algum saldo disponível.
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