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Quando todos estão especulando sobre Holanda, Colômbia, Japão, alguém já pensou que os EUA também podem ser uma zebra? -- Diário de apostas da Copa do Mundo do Pequeno Financeiro 🔥
Após duas rodadas na fase de grupos, a equipe anfitriã dos Estados Unidos, com duas vitórias consecutivas, garantiu antecipadamente sua vaga nas oitavas de final, vencendo por 4 a 1 o Paraguai e por 2 a 1 a Austrália. Essa equipe, cada vez mais madura sob o comando de Pochettino, está fazendo a etiqueta de “zebra” parecer merecida. Mas as perguntas também surgem — até onde essa zebra pode correr? Será que ela vai parar na fase de 16 melhores ou realmente tem chance de tocar na taça dourada e reluzente do Mundial?
“A geração de ouro” finalmente encontrou o melhor treinador
Essa é uma avaliação repetidamente mencionada, mas que nunca sai de moda. Pulisic, na Itália, levou três anos para se livrar da fama de “vidraça”, e nesta temporada no AC Milan teve seu melhor campeonato profissional; Balogun marcou pelo menos dois gols em duas temporadas consecutivas na Ligue 1 com o Monaco, estreou na Copa do Mundo marcando duas vezes, provando que não é apenas um “matador de times fracos”; McKennie consolidou sua posição como titular na Juventus, aquele garoto do Texas, que antes era criticado por “só correr”, agora se tornou um volante que cobre tanto a defesa quanto o ataque. Além disso, Dest recuperou sua confiança no Eindhoven, e Tillemans acumulou experiência em grandes competições ao conquistar títulos com o Leverkusen — todos os onze titulares dos EUA atuam nas cinco maiores ligas europeias, e a maioria dos reservas também joga na Champions League.
Mas a variável mais importante ainda é o argentino na beira do campo. O que Pochettino trouxe não foi apenas disciplina tática, mas uma mentalidade de “time forte”. Antes, a equipe das Américas jogava bem e podia vencer qualquer adversário, mas se não estivesse em seu melhor dia, podia desmoronar. Agora, após duas partidas na fase de grupos, independentemente de estar na liderança ou sendo perseguida no placar, o ritmo do time nunca saiu do controle. Essa calma é uma das coisas mais escassas no futebol americano nos últimos trinta anos.
O benefício do fator anfitrião, mais valioso do que se imagina
A história já provou repetidamente que ser anfitrião na Copa do Mundo não é apenas “ter uma vantagem de jogar em casa”. Em 2002, a Coreia do Sul chegou às semifinais; em 2018, a Rússia eliminou a Espanha e avançou às quartas; em 2022, o Catar foi eliminado na fase de grupos, mas isso foi uma exceção devido à sua fraqueza. Como um dos três países anfitriões, a equipe dos EUA, mais forte e com o calendário mais favorável, se passar em primeiro no grupo, toda a fase de mata-mata será jogada em solo americano — sem precisar lidar com o jet lag, sem precisar se adaptar ao clima, sem treinar em um idioma estranho. Cada jogo será, de fato, um “jogo em casa”.
Mais sutil ainda é a vantagem invisível na escala de punições. Com uma torcida americana vibrando no estádio, quem o árbitro tende a favorecer em uma disputa equilibrada? Essa é uma regra não oficial, nunca admitida publicamente na história da Copa, mas que todos sabem que existe. Na primeira rodada contra o Paraguai, o pênalti concedido aos EUA foi contestado, mas punições semelhantes em jogos fora de casa podem ou não ser marcadas, ninguém sabe ao certo.
De zebra a campeão, há alguns obstáculos no caminho
Mas é preciso jogar água fria. Os adversários que os EUA venceram até agora — Paraguai e Austrália — são times de nível médio, um vindo de uma repescagem na América do Sul e o outro de uma fase de grupos relativamente fraca na Ásia. Essas vitórias, no máximo, mostram que os EUA estão um degrau acima dos “times fracos”, mas ainda não há exemplos de que possam competir de igual para igual com os verdadeiros times de elite.
Na fase de mata-mata, os EUA provavelmente enfrentarão Irã ou Bélgica. Irã é mais acessível, mas e a Bélgica? De Bruyne, Doku, Openda — qualquer um deles é um jogador de nível de Champions League. Os jogadores dos EUA que atuam nas cinco maiores ligas europeias, quando enfrentam esses craques, ainda parecem estar à vontade? Mesmo que passem da Bélgica, na próxima fase provavelmente enfrentarão a Espanha — uma equipe quase imbatível que varreu a Europa nos últimos dois anos. Richards e Robinson, na defesa, já sofreram com Haaland na Premier League; agora, terão que lidar com Olmo, Morata e Yamal em uma ofensiva de tirar o fôlego, o que dá uma certa preocupação.
Outro risco muitas vezes ignorado é a profundidade do banco. Os titulares dos EUA são de alto nível, mas, se houver lesões ou suspensões, a diferença entre os reservas e os titulares pode ser maior do que os fãs imaginam. A condição de saúde de Pulisic é especialmente crucial — ele é o único “insubstituível” no ataque dos EUA. Se ficar fora, toda a criatividade ofensiva despencará drasticamente.
Conclusão: chegar às quartas é uma expectativa realista, às semifinais, um milagre
Se fosse para definir essa seleção americana com uma palavra, seria — “limite de teto limitado, mas piso muito alto”. Eles não são uma zebra que ganha por sorte ou acaso, mas uma equipe que, com uma formação sólida e execução tática, transformou a “zebra” em uma presença constante na disputa. Passar da fase de grupos é tranquilo, chegar às 16 melhores provavelmente também, mas, após as oitavas, cada passo adiante exige enfrentar uma verdadeira potência mundial.