

Os algoritmos de criptografia são classificados, em sua maioria, em duas categorias principais: simétrica e assimétrica. A principal diferença entre esses métodos está na quantidade de chaves utilizadas. Enquanto algoritmos simétricos empregam uma única chave para criptografar e descriptografar, os algoritmos assimétricos utilizam duas chaves distintas, porém matematicamente relacionadas. Embora essa distinção pareça simples, ela representa diferenças funcionais significativas entre as técnicas e determina como cada uma é aplicada em diferentes cenários.
A criptografia simétrica, também chamada de criptografia de chave simétrica, utiliza apenas uma chave tanto para criptografar quanto para descriptografar informações. Já a criptografia assimétrica, conhecida como criptografia de chave pública, utiliza duas chaves: uma pública e uma privada. Entender os tipos de chaves e seu funcionamento é essencial para compreender a diferença estrutural que influencia as propriedades de segurança, o desempenho e as aplicações práticas de cada abordagem.
No campo da criptografia, algoritmos geram chaves como sequências de bits para criptografar ou descriptografar informações. O modo como essas chaves são utilizadas define as diferenças entre criptografia simétrica e assimétrica, além de esclarecer os tipos de chaves existentes em cada sistema.
Algoritmos de criptografia simétrica utilizam a mesma chave para criptografar e descriptografar dados. Por exemplo, se Alice envia uma mensagem protegida por criptografia simétrica para Bob, ela precisa compartilhar a mesma chave com Bob para que ele possa acessar o conteúdo. Contudo, essa abordagem traz um risco relevante: se um agente malicioso interceptar a chave, terá acesso à mensagem.
A criptografia assimétrica funciona de forma diferente ao utilizar dois tipos de chaves. A chave pública é usada para criptografar e pode ser compartilhada livremente. A chave privada é utilizada para descriptografar e deve permanecer em sigilo. Assim, se Alice criptografa uma mensagem com a chave pública de Bob, somente Bob conseguirá descriptografar usando sua chave privada. Mesmo que um invasor intercepte a mensagem e a chave pública, não conseguirá acessar o conteúdo. Isso garante um nível de segurança muito mais alto para distribuição de chaves do que a criptografia simétrica.
Outro ponto de distinção entre criptografia simétrica e assimétrica é o tamanho da chave, medido em bits, que está diretamente associado ao nível de segurança de cada algoritmo.
Em sistemas simétricos, as chaves são escolhidas de forma aleatória, normalmente com 128 ou 256 bits, conforme o nível de segurança requerido. Já na criptografia assimétrica, é necessário que haja uma relação matemática entre a chave pública e a privada, o que cria um padrão explorável por atacantes. Por isso, as chaves assimétricas precisam ser muito maiores para garantir o mesmo nível de segurança. A diferença é significativa: uma chave simétrica de 128 bits e uma assimétrica de 2.048 bits oferecem níveis de proteção equivalentes. Essa diferença impacta diretamente o processamento e os requisitos computacionais.
Ambos os métodos de criptografia possuem vantagens e desvantagens específicas. A criptografia simétrica é muito mais rápida e requer menos recursos computacionais. Entretanto, seu ponto fraco é a distribuição de chaves: por usar a mesma chave para criptografar e descriptografar, ela precisa ser compartilhada, o que aumenta os riscos de segurança.
A criptografia assimétrica resolve o problema da distribuição ao permitir que a chave pública seja compartilhada sem comprometer a segurança, enquanto a privada permanece protegida. Por outro lado, sistemas assimétricos são bem mais lentos e exigem mais capacidade computacional devido ao tamanho das chaves. Por isso, a criptografia assimétrica não é indicada para cenários que demandam alta velocidade e grandes volumes de dados.
Pela sua alta velocidade, a criptografia simétrica é largamente utilizada na proteção de informações em sistemas computacionais modernos. O Advanced Encryption Standard (AES), por exemplo, é adotado pelo governo dos Estados Unidos para proteger dados confidenciais. O AES substituiu o Data Encryption Standard, padrão criado nos anos 1970 para criptografia simétrica.
A criptografia assimétrica, por sua vez, é usada em sistemas com múltiplos usuários que precisam criptografar e descriptografar mensagens ou dados, especialmente onde velocidade e processamento não são o foco. Um exemplo comum é a criptografia de e-mails, em que a chave pública criptografa a mensagem e a privada faz a descriptografia.
Hoje, muitas aplicações combinam criptografia simétrica e assimétrica em sistemas híbridos. Protocolos como Security Sockets Layer (SSL) e Transport Layer Security (TLS) são exemplos clássicos desse modelo, pensados para garantir segurança na comunicação pela Internet. Os protocolos SSL são considerados inseguros atualmente e devem ser evitados, enquanto o TLS é seguro e amplamente adotado por navegadores.
Em blockchain e sistemas de ativos digitais, as técnicas de criptografia aumentam a segurança dos usuários. Quando alguém define uma senha para carteiras digitais, o arquivo da carteira é criptografado. Porém, apesar de criptomoedas e outros ativos digitais usarem pares de chaves públicas e privadas, é comum a crença errada de que blockchains usam algoritmos de criptografia assimétrica. Nem todos os sistemas de assinatura digital utilizam criptografia, mesmo empregando chaves públicas e privadas. Uma mensagem pode ser assinada digitalmente sem ser criptografada. O algoritmo RSA pode ser utilizado para assinaturas criptografadas, mas algoritmos como o ECDSA não envolvem criptografia.
No cenário digital de hoje, criptografia simétrica e assimétrica são fundamentais para garantir a confidencialidade e a segurança das comunicações. Cada abordagem tem seus próprios tipos de chaves, vantagens e limitações, atendendo a diferentes necessidades. A criptografia simétrica é ideal para situações que exigem eficiência e rapidez; a assimétrica, para segurança avançada em distribuição de chaves e comunicação entre múltiplos usuários. Com o avanço constante da ciência da criptografia, ambos os sistemas seguem essenciais para a infraestrutura de segurança da informação.
No universo das criptomoedas, há dois tipos principais de chaves: a chave pública, que serve como endereço para receber fundos, e a chave privada, código secreto que permite o controle dos ativos. Certos sistemas também utilizam chaves de segurança em hardware para uma proteção adicional.
As smart keys garantem mais segurança com tecnologia de criptografia, evitando cópias não autorizadas. Elas permitem controle remoto de acesso, rastreamento em tempo real e eliminam o risco de perda de chaves físicas. Também trazem mais conveniência, graças à conectividade sem fio e ao gerenciamento multiusuário.


