O Bitcoin (BTC) deu um repique em 15 de julho, chegando perto de US$ 64.800, com alta de 2,3% no dia. O fator de gatilho foi o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de junho, divulgado pelo Bureau of Labor Statistics dos EUA: a queda mensal foi de 0,4%, acima do que o mercado esperava; em termos anuais, a inflação desacelerou para 3,5%, a primeira queda em cinco meses. A desaceleração da inflação fez o mercado acreditar que a pressão por novos aumentos de juros no curto prazo diminuiu, beneficiando simultaneamente ações e ativos cripto.
Dados do CPI de junho: três indicadores-chave de inflação ficaram acima das expectativas
Com base nos dados divulgados em 15 de julho pelo Bureau of Labor Statistics dos EUA, os principais números do CPI de junho são os seguintes:
CPI mensal: queda de 0,4% (expectativa -0,1%, a maior queda mensal desde abril de 2020)
CPI anual: 3,5% (primeira queda em cinco meses; nos 5 meses anteriores houve alta consecutiva)
CPI anual subjacente (excluindo alimentos e energia): 2,6% (no mês anterior, 2,9%)
Impulsionada pela queda nos custos de energia, esta queda compensou o aumento de custos de alimentos e moradia. O diretor de informações da Sygnum, Fabian Dori, afirmou, em um comunicado, que este é o “primeiro verdadeiro sinal de que o impulso impulsionado pela energia na primavera está enfraquecendo, em vez de se expandir”; o trecho acima representa a opinião pessoal do analista.
CME FedWatch: expectativas de juros do Fed e riscos geopolíticos
De acordo com os dados do CME FedWatch, em 15 de julho (terça-feira), os traders passaram a acreditar cada vez mais que o Federal Reserve manterá, na reunião mais adiante deste mês, a meta de taxa de juros na faixa de 3,50%-3,75% sem mudanças; ainda assim, os traders ainda esperam um aumento de juros em setembro de 25 pontos-base.
No campo geopolítico, o conflito no Oriente Médio entre EUA, Israel e Irã continua, aumentando a incerteza sobre o caminho para manter a inflação controlada na meta de 2% do Fed.
O analista sênior da 21Shares, Matt Mena, declarou: “Desde que a tensão com o Irã não piore, os fundamentos e os catalisadores começam a caminhar em direção à meta de 100 mil dólares no fim do trimestre” — o trecho acima representa a opinião pessoal do analista e não constitui recomendação de investimento.
Perguntas frequentes
Por que os dados de CPI de junho são um fator positivo para Bitcoin e mercado de ações?
De acordo com o que foi divulgado, a desaceleração da inflação reduziu a expectativa do mercado por aumentos de juros mais agressivos do Fed no curto prazo; quando as taxas sobem, normalmente isso pressiona ativos de risco como ações e criptomoedas (porque o rendimento “livre de risco” dos títulos do governo fica mais atraente); ao contrário, a redução da pressão por alta de juros beneficia os ativos de risco. No dia, o Bitcoin subiu 2,3% e o mercado de ações acompanhou com uma recuperação.
Qual é a taxa de juros atual do Fed e qual a expectativa do CME FedWatch?
Segundo a reportagem, a faixa-alvo de taxa de juros dos fundos federais do Fed atualmente é 3,50%-3,75%; os dados do CME FedWatch mostram que os traders esperam manter as taxas em julho, mas ainda esperam um aumento de 25 pontos-base em setembro; a decisão exata sobre as taxas seguirá o anúncio oficial do Fed.
Por que desta vez o preço do Ethereum subiu mais do que o do Bitcoin?
De acordo com a reportagem, o Ethereum (ETH) subiu 5,4% no dia, para cerca de US$ 1.890, enquanto o Bitcoin avançou 2,3%; o artigo não traz uma explicação específica sobre por que o Ethereum superou o Bitcoin. Pode estar relacionado ao retorno da preferência por risco dos recursos do mercado após a desaceleração da inflação, a fatores técnicos ou de ecossistema do próprio Ethereum; a causa exata dependerá de análises futuras do mercado.