De acordo com o analista da South Korea Investment Securities Jeong Hyun-jong, em 25 de julho, o petróleo Brent rompeu a marca de US$ 100 por barril em meio a riscos crescentes tanto no Estreito de Ormuz quanto no corredor do Mar Vermelho. O Estreito de Ormuz responde por 25–30% do transporte global de petróleo por via marítima, com 21 milhões de barris por dia; já rotas alternativas de exportação via Mar Vermelho respondem por cerca de 4 milhões de barris por dia. Se ambos os trechos enfrentarem interrupção sustentada, as remessas de petróleo do Oriente Médio poderão enfrentar um gargalo crítico.
Os estoques totais de petróleo dos EUA caíram para 730 milhões de barris, o que representa 87% da média de 2025, enquanto as reservas estratégicas de petróleo (SPR) recuaram para 320 milhões de barris, ou 78% da média, marcando a menor participação das SPR nos estoques totais em 40 anos. Jeong alertou que, se o duplo gargalo persistir, o Brent corre o risco de voltar ao pico de maio, de US$ 114 por barril, ameaçando ainda mais as expectativas de inflação nos mercados globais.