Reservas de ouro do Banco Central sobem US$ 3,2 trilhões, com participação duplicando

As reservas de ouro dos bancos centrais aumentaram aproximadamente US$ 3,2 trilhões em valor de mercado em seis anos, segundo relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgado no início deste mês. A fatia de ouro nas reservas cambiais subiu de 10% em janeiro de 2019 para 22% em agosto, elevando o valor de mercado de US$ 1,2 trilhão para US$ 4,3 trilhões — um aumento de 268%. Esse crescimento ocorreu devido a picos excepcionais nos preços do ouro, enquanto as quantidades físicas de ouro mantidas pelos bancos centrais cresceram apenas cerca de 8,5% no mesmo período.

Participação do Ouro nas Reservas Centrais Dobrou Desde 2019

A proporção de ouro nas reservas cambiais dos bancos centrais aumentou de 10% em janeiro de 2019 para 22% em agosto, conforme o relatório do FMI. O valor de mercado das reservas de ouro saltou de US$ 1,2 trilhão para US$ 4,3 trilhões nesse período, representando um aumento de 268%. Dois terços dos bancos centrais mantiveram suas reservas de ouro sem aquisições adicionais, enquanto a quantidade física total de ouro aumentou apenas cerca de 8,5%.

Central Bank Gold Holdings Chart

Países sem Produção de Ouro Lideraram Acumulação

Bancos centrais de países sem produção doméstica de ouro impulsionaram a maior parte das compras líquidas de ouro desde 2018, afirmou o FMI. "Desde 2018, a maior parte das compras líquidas ocorreu em países que não produzem ouro nacionalmente", destacou o FMI, acrescentando que "isso sugere que os aumentos nas reservas de ouro resultaram de decisões ativas de diversificação das reservas cambiais, e não de retenção automática da produção de mineração doméstica." Entre os países produtores de ouro, apenas uma minoria de bancos centrais aumentou significativamente suas reservas físicas, enquanto a maioria manteve ou reduziu suas posições ao longo do tempo.

FMI Alerta para Riscos de Alocação Excessiva de Ouro

O FMI analisou que, embora os picos nos preços do ouro tenham impactado positivamente os índices de adequação das reservas dos bancos centrais, também criaram efeitos de exposição a riscos negativos de mercado. "Embora o ouro não apresente risco de crédito e possa servir como proteção contra sanções, uma alocação excessiva dentro das reservas cambiais pode enfraquecer a função de seguro dessas reservas", afirmou o FMI. A organização recomendou que "os bancos centrais tratem o ouro como um ativo de reserva de alto risco e evitem interpretar aumentos nos preços do ouro como aumentos permanentes das reservas", sugerindo que "evitem comprar ouro não monetário ou deleguem essa gestão a outras instituições públicas que possam administrar melhor os riscos financeiros."

FAQ

O que causou o aumento de US$ 3,2 trilhões no valor de mercado das reservas de ouro dos bancos centrais?

O aumento de 268% no valor de mercado, de US$ 1,2 trilhão para US$ 4,3 trilhões, decorreu de picos excepcionais nos preços do ouro, e não do crescimento proporcional na quantidade física. As quantidades físicas de ouro mantidas pelos bancos centrais aumentaram apenas cerca de 8,5% durante o período de seis anos, de janeiro de 2019 a agosto.

Quais bancos centrais impulsionaram a acumulação de reservas de ouro desde 2018?

Segundo o FMI, bancos centrais de países sem produção doméstica de ouro lideraram as compras líquidas de ouro desde 2018. A organização afirmou que isso indica decisões ativas de diversificação das reservas cambiais, e não retenção automática da produção de mineração doméstica. Dois terços de todos os bancos centrais mantiveram suas reservas existentes sem aquisições adicionais.

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