ESMA registra 280 provedores de serviços cripto na lista MiCA, sem emissores de ART

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A Autoridade Europeia de Valores Mobiliários e Mercados publicou sua última atualização do registro de Mercados em Ativos Cripto em 3 de julho, mostrando 280 provedores de serviços de criptoativos autorizados na União Europeia, mas zero emissores registrados de tokens lastreados em ativos. A atualização adicionou 37 CASPs recém-autorizados logo após o fim do período de transição do CASP, com o Standard Chartered recebendo autorização por meio de sua subsidiária em Luxemburgo em 29 de junho, juntamente com uma licença de Instituição de Dinheiro Eletrônico. A ausência de emissores de ART destaca a implementação desigual do conjunto de regras de ativos digitais do MiCA, já que o regulamento passou a ser totalmente aplicável aos provedores de serviços a partir de 1º de julho, exigindo que as empresas tenham autorização ou operem sob regras de transição válidas para fornecer serviços de custódia, negociação, troca, transferência ou gestão de portfólio em toda a UE.

Licenciamento de CASP atinge 280 entidades autorizadas após a transição

O número de CASPs após a transição mostra que a licença de cripto na UE avançou rapidamente desde que o MiCA se tornou totalmente aplicável a partir de 1º de julho. O registro serve como um ponto de referência central listando provedores autorizados de criptoativos, emissores de tokens de dinheiro eletrônico, emissores de tokens lastreados em ativos, white papers de criptoativos e entidades não conformes. A ESMA afirma que o registro é baseado em informações fornecidas pelas autoridades nacionais competentes e pela Autoridade Bancária Europeia, com atualizações regulares.

O regime de passaporte do MiCA permite que empresas aprovadas em um estado-membro atendam clientes em toda a região, sujeitas a requisitos de notificação e conformidade. Atualmente, a Alemanha lidera em número de CASPs autorizados, seguida pela França e pelos Países Baixos. Cerca de 17 dos 280 provedores registrados possuem permissão para operar plataformas de negociação, indicando que atividades de maior risco continuam sujeitas a padrões de supervisão mais rigorosos.

Emissores de tokens lastreados em ativos permanecem ausentes do registro do MiCA

A ausência de emissores de ART no registro reflete os requisitos rigorosos de autorização para tokens lastreados em ativos. Diferentemente dos criptoativos comuns, os ARTs são projetados para manter valor estável ao referenciar um ou mais ativos, como moedas, commodities ou cestas de ativos. Esses tokens enfrentam requisitos mais rígidos de autorização, governança, reserva, divulgação e supervisão sob o MiCA.

Os emissores devem atender a requisitos relacionados a reservas, direitos de resgate, governança, conflitos de interesse, white papers e supervisão contínua. ARTs de grande porte podem estar sujeitos a uma supervisão reforçada pela EBA. Isso contrasta com os tokens de dinheiro eletrônico, geralmente vinculados a uma única moeda oficial e que podem ser emitidos por instituições de crédito autorizadas ou instituições de dinheiro eletrônico. A presença de atividades de licenciamento de EMI, incluindo a autorização do Standard Chartered, demonstra que as instituições estão se preparando para serviços de dinheiro digital regulados.

Registro da ESMA torna-se guardião operacional do acesso ao mercado da UE

O registro altera os requisitos de diligência devida para participantes do mercado. Clientes e contrapartes podem verificar se um provedor está autorizado sob o MiCA, em vez de depender apenas de registros nacionais ou declarações da empresa. A ESMA alertou que empresas de cripto não autorizadas devem encerrar suas atividades de forma ordenada, protegendo os interesses dos clientes.

As empresas listadas como CASPs podem construir negócios com passaporte em toda a região, enquanto aquelas fora do registro enfrentam maior risco de fiscalização e reputacional. A autorização sob o MiCA para emissores de stablecoins exige um modelo de emissão regulado que possa satisfazer os supervisores quanto a reservas, resgates e estabilidade financeira.

FAQ

Que autorização as empresas de cripto devem possuir para operar na UE sob o MiCA?

A partir de 1º de julho, empresas que busquem fornecer serviços regulados de cripto, como custódia, negociação, troca, transferência ou gestão de portfólio na UE, devem estar autorizadas sob o MiCA ou operar sob regras de transição válidas. Uma vez aprovadas em um estado-membro, podem atender clientes em toda a região por meio do regime de passaporte do MiCA, sujeito a requisitos de notificação e conformidade.

Por que não há emissores de tokens lastreados em ativos listados no registro do MiCA da ESMA?

Tokens lastreados em ativos enfrentam requisitos de autorização mais rigorosos do que criptoativos comuns ou tokens de dinheiro eletrônico. Os emissores devem atender a requisitos relacionados a reservas, direitos de resgate, governança, conflitos de interesse, white papers e supervisão contínua. ARTs de grande porte também podem estar sujeitos a uma supervisão reforçada pela EBA, tornando a autorização mais complexa do que a licença de provedores de serviços.

Quantos provedores de serviços de criptoativos possuem permissão para operar plataformas de negociação sob o MiCA?

Cerca de 17 dos 280 provedores de serviços de criptoativos registrados possuem permissão para operar plataformas de negociação, segundo o relatório da atualização do registro da ESMA em 3 de julho. Isso indica que atividades de maior risco continuam sujeitas a padrões de supervisão mais rigorosos em comparação com outros serviços de cripto.

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