O HSBC elevou a classificação da Apple para compra na quinta-feira, passando a meta de preço para US$ 366, de US$ 260, segundo o analista Nicolas Cote-Colisson. O banco espera que a Apple Intelligence e a próxima geração da Siri, com IA, impulsionem um novo ciclo de upgrades, colocando a empresa em posição para desafiar uma valorização de US$ 5 trilhões em capitalização de mercado. O HSBC destacou a vantagem do modelo “light-asset AI” da Apple, já que a empresa pode implementar recursos de IA no dispositivo com apenas 2,5% da receita destinados a despesas de capital em 2026, em comparação com investimentos mais pesados em infraestrutura por Microsoft, Alphabet, Amazon e Meta.
No entanto, analistas pessimistas alertaram que as ações podem ter superaquecido. A KeyBanc rebaixou a Apple para desempenho abaixo da média, com meta de preço de US$ 250, citando risco de desvalorização de 20%. A firma destacou o múltiplo P/L da Apple de 35-36 vezes, bem acima da média do S&P 500 de 20 vezes, e alertou que resultados abaixo do esperado ou a adoção de IA mais lenta poderiam provocar uma correção acentuada.