O CEO da MARA, Fred Thiel, afirmou em uma entrevista de 23 de julho com Natalie Brunell que a eletricidade usada para infraestrutura de inteligência artificial gera retornos substancialmente melhores do que a mesma energia destinada à mineração de Bitcoin. Thiel explicou que a diferença reflete economias de mineração mais difíceis, impulsionadas pelas divisões programadas do Bitcoin, que reduzem as recompensas do bloco, enquanto a eletricidade permanece como o maior gasto operacional do setor. Essa mudança está levando os mineradores de Bitcoin a se reposicionarem como desenvolvedores de data centers, com os ativos de energia agora definindo vantagem competitiva — e não apenas máquinas de mineração.
MARA adquire infraestrutura de energia abaixo do custo de reposição
A MARA começou a comprar locais onde antes hospedava equipamentos de mineração no fim de 2023 e no início de 2024, muitas vezes abaixo do custo de reposição, disse Thiel. Até o fim de 2024, a empresa detinha cerca de 70% da infraestrutura que sustenta suas operações. A MARA fez parceria com a Starwood em uma plataforma voltada para aproximadamente 1 gigawatt de capacidade de computação no curto prazo, com caminho além de 2,5 GW. A empresa concordou em julho em adquirir um site no Texas com acesso a cerca de 2 GW de energia para infraestrutura digital. Thiel rejeitou a ideia de que a IA vai substituir a mineração em todo o portfólio da MARA, afirmando que o Bitcoin continua útil em áreas com energia gratuita, desviada (stranded) ou incomumente barata, porque consegue absorver energia que, de outra forma, poderia não ser usada.
Mineradores de Bitcoin garantem contratos de IA de vários bilhões de dólares
A TeraWulf assinou um contrato de 20 anos com a Anthropic para um campus no Kentucky de 401 MW, esperado para gerar cerca de US$ 19 bilhões em receita contratada. A CleanSpark garantiu um contrato de 20 anos no valor de US$ 6,6 bilhões para seu site em Sandersville, Geórgia. A Hut 8 contratou integralmente seu campus de 1 GW Beacon Point por meio de dois contratos de 15 anos, totalizando US$ 19,6 bilhões durante seus termos-base. A IREN elevou sua meta de receita anualizada do AI Cloud para 2026 acima de US$ 4 bilhões após assinar US$ 2,8 bilhões em novos contratos.
Thiel identifica escassez de energia como desafio central da indústria
Thiel disse que preocupações com instalações de IA frequentemente surgem de informações limitadas, observando que data centers exigem mais capital, sistemas de resfriamento complexos e cronogramas de entrega firmes, enquanto enfrentam oposição local quanto ao uso de eletricidade, água e ruído. Sua conclusão foi direta: “No fim das contas, porém, é uma questão de energia e de energia elétrica (power).” Para mineradores com conexões à rede elétrica e terrenos passíveis de desenvolvimento, o Bitcoin pode cada vez mais se tornar uma forma de usar eletricidade — em vez de ser a única.
FAQ
O que o CEO da MARA, Fred Thiel, disse sobre receita de IA versus mineração de Bitcoin?
Fred Thiel afirmou em uma entrevista de 23 de julho com Natalie Brunell que a eletricidade usada para infraestrutura de inteligência artificial gera retornos substancialmente melhores do que a mesma energia destinada à mineração de Bitcoin, dizendo: “Você ganha muito mais dinheiro por elétron se estiver fazendo isso para IA do que para mineração de bitcoin”.
Quanta capacidade de energia a MARA está mirando para infraestrutura de computação?
A MARA fez parceria com a Starwood em uma plataforma voltada para aproximadamente 1 gigawatt de capacidade de computação no curto prazo, com caminho além de 2,5 GW. A empresa também concordou em julho em adquirir um site no Texas com acesso a cerca de 2 GW de energia para infraestrutura digital.
Que contratos relacionados a IA outras empresas de mineração de Bitcoin assinaram?
A TeraWulf assinou um contrato de 20 anos com a Anthropic para um campus no Kentucky de 401 MW, esperado para gerar cerca de US$ 19 bilhões em receita contratada. A CleanSpark garantiu um contrato de 20 anos no valor de US$ 6,6 bilhões para seu site em Sandersville, Geórgia. A Hut 8 contratou integralmente seu campus de 1 GW Beacon Point por meio de dois contratos de 15 anos, totalizando US$ 19,6 bilhões durante seus termos-base.