O Comitê de Coordenação do Orçamento de Desenvolvimento (DBCC) revisou para baixo a previsão de crescimento econômico das Filipinas dias após o país alcançar o status de renda média-alta, agora esperando que a economia cresça apenas de 3,5% a 4,5% em 2026, antes de se recuperar para 5% a 6% de 2027 a 2030. Gestores econômicos citaram incertezas domésticas e externas agravadas, incluindo questões relacionadas à governança, tensões geopolíticas no Oriente Médio e outros desdobramentos globais que afetam a confiança de negócios e consumidores. A redução marca uma retração em relação às metas originais do presidente Ferdinand Marcos Jr., anunciadas em seu Discurso sobre o Estado da Nação de 2022, onde projetava crescimento do PIB real de 6,5% a 8% de 2023 a 2028.
A última revisão do DBCC das hipóteses de médio prazo reduziu a previsão de crescimento para 2026 de 5% a 6%, divulgada em dezembro de 2025. O comitê também revisou para baixo as expectativas para 2027, anteriormente de 5,5% a 6,5%, e para 2028, anteriormente de 6% a 7%. A nova previsão projeta crescimento de 5% a 6% de 2027 a 2030.
O DBCC afirmou que o crescimento deve moderar-se neste ano devido às incertezas domésticas e externas agravadas. O comitê identificou questões relacionadas à governança, tensões no Oriente Médio e outros desdobramentos globais que afetam a confiança de negócios e consumidores como fatores por trás da nova perspectiva. O DBCC não detalhou quais seriam as questões de governança, embora o artigo note que em 2026 as Filipinas lidam com alegações de corrupção e irregularidades em projetos de controle de enchentes, além de processos de impeachment contra a vice-presidente Sara Duterte.
O comitê alertou que a inflação elevada pode restringir o consumo das famílias e os investimentos, enquanto o crescimento mais lento nas remessas e chegadas de visitantes pode prejudicar ainda mais a economia. O DBCC também destacou a possibilidade do El Niño na segunda metade do ano, que pode reduzir a produção agrícola e interromper a atividade econômica.
O DBCC espera que a inflação fique entre 6% e 7% em 2026, antes de diminuir para 4% a 5% em 2027 e retornar ao intervalo de meta do governo de 2% a 4% de 2028 a 2030. A inflação nos primeiros seis meses de 2026 teve média de 4,8%, e caiu para 6,4% em junho.
O DBCC assume que o petróleo bruto de Dubai terá média de US$ 80 a US$ 100 por barril em 2026, antes de diminuir nos anos seguintes. O artigo observa que preços mais baixos do petróleo não se traduzem automaticamente em reduções imediatas nos preços dos combustíveis, pois os preços locais também dependem de referências de produtos refinados, momento da importação, estoques e da taxa de câmbio peso-dólar.
Dados recentes de emprego mostram pressão no setor agrícola, com desemprego subindo para 4,8% em maio de 2026, e o setor agrícola e florestal eliminando 905 mil empregos ano a ano.
O orçamento nacional proposto para 2027 é de P7,2 trilhões, equivalente a 21,7% do PIB, enquanto os desembolsos de 2026 devem atingir P6,47 trilhões. Em 2027, o governo espera arrecadar P5,21 trilhões em receitas e gastar P6,90 trilhões, resultando em um déficit projetado de P1,69 trilhão, ou 5,1% do PIB.
Gestores econômicos pretendem reduzir gradualmente o déficit de 5,4% do PIB em 2026 para 3,5% até 2030. O governo planeja implementar integralmente reformas na política tributária, incluindo a Lei do IVA sobre Serviços Digitais, a Lei CREATE Mais, a Lei de Promoção da Eficiência dos Mercados de Capitais e o Novo Regime Fiscal de Mineração, além de melhorar a administração tributária, digitalização e fiscalização.
No lado dos gastos, o governo afirmou que buscará economizar cortando despesas recorrentes desnecessárias, ajustando custos operacionais diários, revisando o sistema de incentivos de desempenho para servidores públicos e acelerando o Programa de Otimização do Governo. O DBCC também afirmou que racionalizará programas de subsídios em dinheiro e assistência financeira para reduzir sobreposições e melhor direcionar os beneficiários.
Qual é a nova previsão de crescimento econômico das Filipinas para 2026?
O Comitê de Coordenação do Orçamento de Desenvolvimento (DBCC) revisou para baixo a previsão de crescimento das Filipinas em 2026 para de 3,5% a 4,5%, ante a projeção de 5% a 6% divulgada em dezembro de 2025. O comitê espera que o crescimento se recupere para 5% a 6% de 2027 a 2030.
Por que o governo filipino reduziu sua perspectiva de crescimento?
O DBCC citou incertezas domésticas e externas agravadas, incluindo questões relacionadas à governança, tensões no Oriente Médio e outros desdobramentos globais que afetam a confiança de negócios e consumidores. O comitê também alertou que a inflação elevada pode restringir o consumo das famílias e os investimentos, enquanto o crescimento mais lento nas remessas e chegadas de visitantes pode prejudicar ainda mais a economia.
Qual é a previsão de inflação do governo filipino para 2026?
O DBCC espera que a inflação fique entre 6% e 7% em 2026, antes de diminuir para 4% a 5% em 2027 e retornar ao intervalo de meta do governo de 2% a 4% de 2028 a 2030. A inflação nos primeiros seis meses de 2026 teve média de 4,8% e caiu para 6,4% em junho.
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