A Comissão de Serviços Financeiros da Coreia do Sul (FSC) no dia 29 apresentou ao Comitê de Assuntos Políticos da Assembleia Nacional planos de emenda à Lei de Mercados de Capitais, introduzindo quatro grandes reformas para proteger acionistas minoritários. As propostas incluem reintroduzir ofertas públicas obrigatórias durante mudanças de controle da administração, estabelecer alocação preferencial de ações em IPO para acionistas da empresa controladora em listagens resultantes de cisões, exigir a devolução dos lucros de negociação de curto prazo de executivos e exigir a divulgação dos antecedentes criminais dos executivos. A reformulação regulatória busca impedir a exploração de acionistas minoritários durante reestruturações societárias e transferências de propriedade. Essas medidas visam reforçar a proteção ao investidor e a integridade dos mercados nos mercados de capitais da Coreia do Sul.
FSC Reintroduz Sistema de Oferta Pública Obrigatória para Mudanças de Controle
A FSC planeja reintroduzir o sistema de oferta pública obrigatória para fortalecer a proteção aos acionistas minoritários durante mudanças de controle da administração. Pela regra proposta, qualquer parte que adquirir ações para se tornar o maior acionista de uma empresa listada deve fazer uma oferta pública de compra para uma determinada porcentagem das ações detidas por acionistas minoritários, a preços que reflitam o prêmio de controle. A FSC não especificou o patamar exato dessa porcentagem no anúncio enviado ao Comitê de Assuntos Políticos da Assembleia Nacional.
IPOs de Cisões para Conceder Alocação Preferencial a Acionistas da Controladora
A emenda estabelece base legal para alocação preferencial de ações em IPO a acionistas minoritários (excluindo acionistas majoritários) de empresas controladoras quando subsidiárias fizerem listagem após cisões físicas. A FSC afirmou que essa medida permite que acionistas da controladora compartilhem do valor de divisões de negócios promissoras separadas por meio das cisões. A disposição visa proteger os interesses dos acionistas da controladora durante processos de listagem dupla, embora a porcentagem específica de alocação permaneça não especificada na proposta apresentada.
Lucros de Negociação de Curto Prazo de Executivos Enfrentam Regra de Devolução Obrigatória
A FSC vai tornar obrigatória a devolução de lucros de negociação de curto prazo por executivos e acionistas majoritários de empresas listadas. Atualmente, empresas listadas podem solicitar voluntariamente a devolução dos lucros quando executivos ou acionistas majoritários compram e vendem títulos específicos dentro de seis meses. A emenda torna essa devolução de lucros obrigatória, e não discricionária. A FSC afirmou que a mudança busca bloquear preventivamente o uso, por insiders, de informações não divulgadas e aumentar a efetividade do sistema de devolução de lucros de negociação de curto prazo.
Executivos de Empresas Listadas Devem Divulgar Antecedentes Criminais
A emenda proposta exige a divulgação obrigatória de antecedentes criminais relevantes dos executivos, incluindo fraude, apropriação indébita e quebra de confiança. A FSC afirmou que essa obrigação de divulgação fortalecerá a supervisão do mercado e dos acionistas sobre executivos com históricos criminais, reduzirá a recorrência de atividades ilegais e contribuirá para a proteção ao investidor e a credibilidade dos mercados de capitais. A FSC expressou a expectativa de que essas emendas protejam de forma substancial os direitos de acionistas minoritários durante mudanças de controle e processos de cisão corporativa.
FAQ
O que a FSC da Coreia do Sul propôs no dia 29 em relação à proteção ao acionista?
A FSC apresentou planos de emenda à Lei de Mercados de Capitais ao Comitê de Assuntos Políticos da Assembleia Nacional, propondo quatro reformas: reintroduzir ofertas públicas obrigatórias para mudanças de controle, alocação preferencial de IPO para acionistas da controladora em cisões, devolução obrigatória de lucros de negociação de curto prazo de executivos e divulgação de antecedentes criminais dos executivos.
Por que a FSC exige alocação preferencial de IPO para acionistas da controladora em listagens resultantes de cisão?
A medida permite que acionistas da controladora compartilhem do valor de divisões de negócios promissoras separadas por cisões físicas, protegendo seus interesses durante processos de listagem dupla quando as subsidiárias fazem IPO de forma independente.