De acordo com o Rappler, a The Economist retirou sua previsão de abril de que o Brent atingiria US$ 88 por barril até o fim do ano, em 2 de julho, após os preços spot despencarem para pouco acima de US$ 70. A reversão da publicação reflete a falha das projeções lineares de petróleo durante períodos de guerra, quando disrupções na oferta, liberações de estoques, mudanças na demanda e riscos geopolíticos criam complexos ciclos de feedback que modelos estáticos não conseguem prever.
O conflito no Oriente Médio causou a maior disrupção física na oferta de petróleo da história: a produção global caiu 13,6 milhões de barris por dia até maio. No entanto, essa perda massiva de oferta não se traduziu diretamente em escassez de mercado. A demanda global caiu quase 5 milhões de barris diários na comparação anual, a Agência Internacional de Energia liberou 400 milhões de barris de reservas de emergência e as importações chinesas de petróleo despencaram de 11,5 milhões para 7,12 milhões de barris por dia, liberando carregamentos para outros compradores. Como o artigo observa, o mundo não foi salvo da escassez, mas “tomou barris do passado, suprimiu a demanda atual e reduziu seu seguro contra o futuro”.