Por que a maioria das histórias da história chinesa são completamente inventadas? Porque, ao aplicar uma lógica realista, percebe-se que muitas dessas histórias simplesmente não fazem sentido. Por exemplo, a história de Kuang Heng “fazer um buraco na parede para emprestar luz”: sendo tão pobre que não podia comprar uma vela, como poderia ter livros para ler, tempo para estudar e até posteriormente ingressar na escola e tornar-se funcionário público? Isso é claramente contraditório, especialmente numa sociedade em que os livros eram caros e o acesso à educação extremamente difícil na época; ou ainda, histórias como “luminar com vaga-lumes refletindo na neve” e “suspender a cabeça na viga e perfurar a perna com uma agulha”, também cheias de detalhes exagerados e que violam as leis da física. Essas histórias são amplamente difundidas não porque sejam verdadeiras, mas porque foram deliberadamente moldadas como modelos de inspiração — “estudantes pobres que lutam arduamente para mudar seu destino” — usadas para defender os interesses da classe dominante, consolidar a ordem social e reforçar o valor do estudo como caminho para o sucesso. Os livros históricos e o sistema educacional na China já desempenham funções de moralização; a história é tratada como material didático, não como registro factual. Assim, os personagens são divinizados, os detalhes dramatizados, as dificuldades reais e as barreiras de classe ocultadas, deixando apenas alguns casos de sucesso que são constantemente ampliados e reproduzidos. Em outras palavras, o objetivo dessas histórias não é retratar a história de forma fiel, mas criar uma narrativa de obediência e esforço, fazendo as pessoas comuns acreditarem que, se estudarem com dedicação, poderão mudar de vida, garantindo assim a estabilidade da estrutura social.

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