
Plataforma de previsão de mercado Polymarket anunciou a aquisição da startup de infraestrutura DeFi Brahma em 18 de março, sem divulgar os termos financeiros. Esta é a terceira aquisição da Polymarket em dois meses, demonstrando que a empresa avaliada em 20 bilhões de dólares está ativamente fortalecendo sua infraestrutura de ecossistema de criptomoedas por meio de aquisições.
A Polymarket constrói-se há muito tempo com base na tecnologia blockchain, que oferece vantagens de descentralização, mas também apresenta desafios na complexidade de operação para os usuários. A incorporação da Brahma deve melhorar a experiência da plataforma em três níveis:
Reduzir atritos operacionais: A Brahma pode ajudar a eliminar dificuldades na criação de carteiras, depósito de fundos, conversão de tokens e troca de tokens de resultado, facilitando o acesso à plataforma.
Resolver a liquidez insuficiente em contratos de pequeno valor: Contratos de eventos de grande porte (como eleições políticas ou grandes eventos esportivos) atraem muitos fundos, enquanto contratos de nicho (como eventos regionais) frequentemente têm baixa liquidez. A experiência da Brahma no DeFi pode ajudar a atrair mais fundos para esses contratos de baixo volume de negociação.
Alcançar usuários de alto risco no ecossistema DeFi: Participantes do DeFi, que operam rapidamente e toleram riscos elevados, representam um mercado que a Polymarket ainda não atingiu plenamente.
Fundada em 2021 por Alessandro Tenconi, Akanshu Jain e Bapi Reddy Karri, a Brahma foca em ajudar empresas e indivíduos a utilizarem massivamente os serviços DeFi. A plataforma acumulou mais de US$ 1 bilhão em volume de negociação. Após ingressar na Polymarket, a Brahma deverá encerrar suas parcerias externas, tornando-se um recurso técnico exclusivo da plataforma.
Este movimento teve um início dramático. Tenconi lembra que, em setembro do ano passado, às 1h da manhã, recebeu uma mensagem no Telegram de Coplan, e em dez minutos estavam conversando por telefone. “Foi como uma conversa entre construtores”, descreve Tenconi, “e tudo aconteceu naturalmente a partir daí.”
A aquisição da Brahma é a mais recente etapa na estratégia de aquisições da Polymarket. Em fevereiro, a empresa adquiriu duas startups: Dome, uma ferramenta de desenvolvimento apoiada pelo Y Combinator, e Lunch, uma empresa de recrutamento de talentos de alta qualidade. Essas três aquisições — de infraestrutura tecnológica (Dome), talentos (Lunch) e a base de DeFi (Brahma) — representam uma expansão tridimensional que cobre tecnologia e recursos humanos.
Vale destacar que o principal concorrente da Polymarket, a Kalshi, realiza liquidação principalmente em moeda fiduciária, enquanto a Polymarket mantém seu foco na arquitetura baseada em blockchain. A entrada da Brahma reforça a diferenciação da Polymarket no setor de criptoativos nativos.
Qual é o principal objetivo da Polymarket ao adquirir a Brahma?
A Brahma visa reduzir os atritos operacionais para os usuários (como criação de carteiras e troca de tokens), resolver a baixa liquidez em contratos de nicho e atrair usuários de alto risco do ecossistema DeFi, melhorando a usabilidade e a profundidade de liquidez da plataforma.
O que é a Brahma e por que ela vale algo?
Fundada por três cofundadores em 2021, a Brahma oferece infraestrutura DeFi para instituições e indivíduos, acumulando mais de US$ 1 bilhão em volume de negociação. Sua capacidade técnica em integração de protocolos DeFi, gerenciamento de carteiras e automação é um ativo central para otimizar a experiência do usuário na Polymarket.
Quais outras aquisições a Polymarket realizou recentemente?
Em fevereiro, a Polymarket adquiriu a Dome, uma ferramenta de desenvolvimento apoiada pelo Y Combinator, e a Lunch, uma empresa de recrutamento de talentos. Com a Brahma, a Polymarket completou três aquisições em dois meses, abrangendo ferramentas tecnológicas, talentos e infraestrutura DeFi.