Ao entrar no mercado de ativos de Criptomoeda, muitos novatos frequentemente confundem os conceitos de Token e Coin. Na realidade, com o crescimento explosivo do ecossistema Ethereum, esses dois termos aparecem alternadamente no mercado, levando os investidores a se confundirem facilmente. Este artigo irá analisar profundamente as diferenças essenciais entre Token e Coin, ajudando você a esclarecer rapidamente suas ideias e tomar decisões de investimento mais precisas.
Definição central de Token: mais do que uma simples moeda, é um certificado de direitos
Token (token) é, essencialmente, um ativo digital que representa direitos específicos, certificados ou direitos de uso, podendo ser negociado, transferido e trocado na rede blockchain correspondente. Diferentemente de moedas ou ativos tradicionais, Token depende de um ecossistema de blockchain existente, e não de uma blockchain independente.
O padrão ERC-20, lançado pela Ethereum em 2015, é um marco na emissão de Token, permitindo que qualquer desenvolvedor crie seu próprio Token na Ethereum. Isso explica por que a Ethereum ainda é a principal blockchain para emissão de Token. Em outras palavras, Token é um conceito amplo que inclui todos os tokens que não são de uma blockchain própria, como tokens de protocolos DeFi (como UNI, AAVE, LINK), tokens de Layer-2 (MATIC), tokens relacionados a NFTs (SAND, APE), entre outros.
As três principais categorias de Token: diferentes dimensões de pagamento, funcionalidade e ativos
De acordo com a estrutura de classificação da Autoridade de Supervisão do Mercado Financeiro Suíço (FINMA), Token pode ser dividido em três categorias com base na funcionalidade:
Tokens de pagamento (Payment Tokens) têm como principal função facilitar pagamentos, com foco em segurança, eficiência e baixo custo. Stablecoins são exemplos típicos, pois estão atrelados a moedas fiduciárias, com mínima volatilidade, sendo adequados para transações diárias e liquidação.
Tokens de utilidade (Utility Tokens) fornecem acesso a aplicações, geralmente baseados no padrão ERC-20 da Ethereum. Esses Tokens costumam estar vinculados ao direito de uso de uma aplicação específica, como UNI do Uniswap, AAVE do Aave, etc. Os detentores podem participar de governança ou obter serviços específicos através do Token.
Tokens de ativos (Asset Tokens) representam uma parte da propriedade de ativos de um projeto, semelhantes a ações tradicionais. É importante notar que possuir um Token de ativo no mercado de Criptomoedas geralmente não confere propriedade na empresa do projeto ou direito a dividendos, sendo mais uma forma de investir no valor do projeto.
Vale destacar que, na teoria, cada categoria de Token possui suas próprias características, mas na prática, um Token muitas vezes possui duas ou até três dessas características simultaneamente, e as fronteiras não são claramente definidas.
Token vs Coin: a diferença fundamental está na propriedade da blockchain
Coin (moeda principal) possui sua própria blockchain independente, como Bitcoin (BTC) que opera na blockchain do Bitcoin, e Ether (ETH) na blockchain do Ethereum. Elas são ativos nativos dessas redes e seus tokens de infraestrutura.
Token, por outro lado, depende de uma blockchain existente, sem uma estrutura de blockchain própria, o que limita a escalabilidade do ecossistema de aplicações de Token, e em alguns casos, impede a construção de aplicações completas de forma independente.
Comparando profundamente as diferenças principais:
Dimensão
Token
Coin
Nome em chinês
Passaporte, token, token
Moeda, moeda física
Função de aplicação
Pagamento, staking, governança
Pagamento, staking, recompensas de mineração
Pertencimento à blockchain
Não (dependente)
Sim (nativa)
Camada de rede
Layer-2, Layer-3
Layer-1
Exemplos típicos
UNI, AAVE, MATIC, SAND, COMP, LINK
BTC, ETH, SOL, DOT, ADA, XRP, FIL
Essa distinção determina o papel de cada tipo de ativo no mercado — Coin é a camada de infraestrutura, enquanto Token é a camada de aplicação.
Escolha de investimento em Token vs Coin: não há certo ou errado absoluto, depende do perfil de risco
Do ponto de vista de investimento, Coin e Token têm suas vantagens e se complementam.
O valor do Coin gira principalmente em torno da inovação na infraestrutura, como a segurança do Bitcoin ou a capacidade de contratos inteligentes do Ethereum. Se o projeto de Coin falhar, geralmente é difícil de ajustar, e a taxa de sucesso desses projetos é relativamente fixa.
Tokens têm potencial de aplicação mais diversificado e facilidade de iteração, pois podem lançar novas aplicações ou ajustar produtos rapidamente com base na infraestrutura existente. Por exemplo, MakerDAO pode lançar negócios de RWA (ativos do mundo real) sem alterar a blockchain subjacente.
Em termos de volatilidade, Tokens geralmente oferecem uma relação risco-retorno maior do que Coins. Como exemplos, tokens como UNI, SNX, MKR costumam ter altas variações de preço em mercados de alta, com quedas mais acentuadas também. Isso cria mais oportunidades para traders de curto prazo, mas também aumenta o risco de liquidação.
Resumindo, investidores conservadores devem preferir Coins para obter ganhos estáveis, enquanto investidores mais agressivos podem buscar maiores retornos com Tokens, sempre gerenciando os riscos adequadamente.
Diferença entre Token de banco e Token de blockchain
Vale mencionar que há uma diferença fundamental entre Token de banco (como certificados digitais emitidos por bancos) e Tokens de blockchain. Os Tokens de banco geralmente são emitidos por instituições financeiras, possuem características centralizadas, usados para liquidação interna ou validação de direitos de clientes; enquanto Tokens de blockchain são totalmente descentralizados, podendo ser negociados e transferidos por qualquer pessoa. As regulamentações, liquidez e formas de negociação diferem bastante, e os investidores não devem confundi-los.
Como negociar Tokens: duas formas — à vista e com margem
Método 1: Negociação à vista
Negociação à vista é a forma mais direta de investir — comprar e manter Tokens, como adquirir 1 UNI por 3 dólares e possuir sua propriedade. Essa abordagem é simples, clara e com riscos relativamente controlados.
Dica importante: Ao negociar à vista, esteja atento a tokens falsificados com nomes semelhantes. Algumas equipes podem emitir tokens falsos com nomes iguais aos de Tokens conhecidos, mas sem valor algum. Uma vez adquiridos, não poderão ser negociados em plataformas principais. Portanto, antes de comprar, verifique o endereço do contrato na fonte oficial ou no explorador de blocos para garantir que está adquirindo o Token legítimo.
Método 2: Negociação com margem
Negociação com margem (também chamada de negociação alavancada) permite que investidores controlem posições maiores com pouco capital. Por exemplo, usando 10x de alavancagem para negociar UNI, basta US$0,3 para controlar uma posição de 1 UNI (considerando o preço de US$3).
Na negociação com margem, normalmente o investidor não possui o Token real, mas opera por meio de contratos de diferença ou contratos futuros de índice USDT, com o risco de amplificação do impacto da alavancagem. Como a volatilidade de Tokens é muito maior do que a de Coins, uma variação inesperada pode disparar liquidações. Portanto, recomenda-se limitar a alavancagem a 5x e nunca ultrapassar 10x.
Recomendações práticas para negociação de Tokens
Seja qual for a modalidade — à vista ou com margem —, os seguintes pontos são essenciais:
Primeiro, escolha plataformas de negociação seguras e regulamentadas. Essa é a primeira linha de defesa ao investir em Tokens, não negligencie.
Segundo, ao negociar à vista, verifique o endereço do contrato para evitar tokens falsificados ou phishing.
Terceiro, ao usar margem, controle rigorosamente os riscos — configure stops de perda e lucro, evite alavancagem excessiva, revise posições periodicamente.
Quarto, seja especialmente cauteloso com Tokens recém-lançados. Esses Tokens geralmente têm baixa liquidez, alta volatilidade e riscos desconhecidos, não sendo recomendável usar alta alavancagem.
Quinto, monitore regularmente seus riscos de posição. O mercado de Tokens muda rapidamente, exigindo ajustes de estratégia em tempo hábil.
Compreender as diferenças entre Token e Coin, bem como os riscos e retornos de diferentes métodos de negociação, é fundamental para se tornar um investidor racional. Seja você um holder de longo prazo ou um trader de curto prazo, deve escolher ativos e métodos de negociação adequados ao seu perfil de risco.
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Token e Coin afinal como distinguir? Guia de classificação de ativos criptográficos que investidores experientes devem entender
Ao entrar no mercado de ativos de Criptomoeda, muitos novatos frequentemente confundem os conceitos de Token e Coin. Na realidade, com o crescimento explosivo do ecossistema Ethereum, esses dois termos aparecem alternadamente no mercado, levando os investidores a se confundirem facilmente. Este artigo irá analisar profundamente as diferenças essenciais entre Token e Coin, ajudando você a esclarecer rapidamente suas ideias e tomar decisões de investimento mais precisas.
Definição central de Token: mais do que uma simples moeda, é um certificado de direitos
Token (token) é, essencialmente, um ativo digital que representa direitos específicos, certificados ou direitos de uso, podendo ser negociado, transferido e trocado na rede blockchain correspondente. Diferentemente de moedas ou ativos tradicionais, Token depende de um ecossistema de blockchain existente, e não de uma blockchain independente.
O padrão ERC-20, lançado pela Ethereum em 2015, é um marco na emissão de Token, permitindo que qualquer desenvolvedor crie seu próprio Token na Ethereum. Isso explica por que a Ethereum ainda é a principal blockchain para emissão de Token. Em outras palavras, Token é um conceito amplo que inclui todos os tokens que não são de uma blockchain própria, como tokens de protocolos DeFi (como UNI, AAVE, LINK), tokens de Layer-2 (MATIC), tokens relacionados a NFTs (SAND, APE), entre outros.
As três principais categorias de Token: diferentes dimensões de pagamento, funcionalidade e ativos
De acordo com a estrutura de classificação da Autoridade de Supervisão do Mercado Financeiro Suíço (FINMA), Token pode ser dividido em três categorias com base na funcionalidade:
Tokens de pagamento (Payment Tokens) têm como principal função facilitar pagamentos, com foco em segurança, eficiência e baixo custo. Stablecoins são exemplos típicos, pois estão atrelados a moedas fiduciárias, com mínima volatilidade, sendo adequados para transações diárias e liquidação.
Tokens de utilidade (Utility Tokens) fornecem acesso a aplicações, geralmente baseados no padrão ERC-20 da Ethereum. Esses Tokens costumam estar vinculados ao direito de uso de uma aplicação específica, como UNI do Uniswap, AAVE do Aave, etc. Os detentores podem participar de governança ou obter serviços específicos através do Token.
Tokens de ativos (Asset Tokens) representam uma parte da propriedade de ativos de um projeto, semelhantes a ações tradicionais. É importante notar que possuir um Token de ativo no mercado de Criptomoedas geralmente não confere propriedade na empresa do projeto ou direito a dividendos, sendo mais uma forma de investir no valor do projeto.
Vale destacar que, na teoria, cada categoria de Token possui suas próprias características, mas na prática, um Token muitas vezes possui duas ou até três dessas características simultaneamente, e as fronteiras não são claramente definidas.
Token vs Coin: a diferença fundamental está na propriedade da blockchain
Coin (moeda principal) possui sua própria blockchain independente, como Bitcoin (BTC) que opera na blockchain do Bitcoin, e Ether (ETH) na blockchain do Ethereum. Elas são ativos nativos dessas redes e seus tokens de infraestrutura.
Token, por outro lado, depende de uma blockchain existente, sem uma estrutura de blockchain própria, o que limita a escalabilidade do ecossistema de aplicações de Token, e em alguns casos, impede a construção de aplicações completas de forma independente.
Comparando profundamente as diferenças principais:
Essa distinção determina o papel de cada tipo de ativo no mercado — Coin é a camada de infraestrutura, enquanto Token é a camada de aplicação.
Escolha de investimento em Token vs Coin: não há certo ou errado absoluto, depende do perfil de risco
Do ponto de vista de investimento, Coin e Token têm suas vantagens e se complementam.
O valor do Coin gira principalmente em torno da inovação na infraestrutura, como a segurança do Bitcoin ou a capacidade de contratos inteligentes do Ethereum. Se o projeto de Coin falhar, geralmente é difícil de ajustar, e a taxa de sucesso desses projetos é relativamente fixa.
Tokens têm potencial de aplicação mais diversificado e facilidade de iteração, pois podem lançar novas aplicações ou ajustar produtos rapidamente com base na infraestrutura existente. Por exemplo, MakerDAO pode lançar negócios de RWA (ativos do mundo real) sem alterar a blockchain subjacente.
Em termos de volatilidade, Tokens geralmente oferecem uma relação risco-retorno maior do que Coins. Como exemplos, tokens como UNI, SNX, MKR costumam ter altas variações de preço em mercados de alta, com quedas mais acentuadas também. Isso cria mais oportunidades para traders de curto prazo, mas também aumenta o risco de liquidação.
Resumindo, investidores conservadores devem preferir Coins para obter ganhos estáveis, enquanto investidores mais agressivos podem buscar maiores retornos com Tokens, sempre gerenciando os riscos adequadamente.
Diferença entre Token de banco e Token de blockchain
Vale mencionar que há uma diferença fundamental entre Token de banco (como certificados digitais emitidos por bancos) e Tokens de blockchain. Os Tokens de banco geralmente são emitidos por instituições financeiras, possuem características centralizadas, usados para liquidação interna ou validação de direitos de clientes; enquanto Tokens de blockchain são totalmente descentralizados, podendo ser negociados e transferidos por qualquer pessoa. As regulamentações, liquidez e formas de negociação diferem bastante, e os investidores não devem confundi-los.
Como negociar Tokens: duas formas — à vista e com margem
Método 1: Negociação à vista
Negociação à vista é a forma mais direta de investir — comprar e manter Tokens, como adquirir 1 UNI por 3 dólares e possuir sua propriedade. Essa abordagem é simples, clara e com riscos relativamente controlados.
Dica importante: Ao negociar à vista, esteja atento a tokens falsificados com nomes semelhantes. Algumas equipes podem emitir tokens falsos com nomes iguais aos de Tokens conhecidos, mas sem valor algum. Uma vez adquiridos, não poderão ser negociados em plataformas principais. Portanto, antes de comprar, verifique o endereço do contrato na fonte oficial ou no explorador de blocos para garantir que está adquirindo o Token legítimo.
Método 2: Negociação com margem
Negociação com margem (também chamada de negociação alavancada) permite que investidores controlem posições maiores com pouco capital. Por exemplo, usando 10x de alavancagem para negociar UNI, basta US$0,3 para controlar uma posição de 1 UNI (considerando o preço de US$3).
Na negociação com margem, normalmente o investidor não possui o Token real, mas opera por meio de contratos de diferença ou contratos futuros de índice USDT, com o risco de amplificação do impacto da alavancagem. Como a volatilidade de Tokens é muito maior do que a de Coins, uma variação inesperada pode disparar liquidações. Portanto, recomenda-se limitar a alavancagem a 5x e nunca ultrapassar 10x.
Recomendações práticas para negociação de Tokens
Seja qual for a modalidade — à vista ou com margem —, os seguintes pontos são essenciais:
Primeiro, escolha plataformas de negociação seguras e regulamentadas. Essa é a primeira linha de defesa ao investir em Tokens, não negligencie.
Segundo, ao negociar à vista, verifique o endereço do contrato para evitar tokens falsificados ou phishing.
Terceiro, ao usar margem, controle rigorosamente os riscos — configure stops de perda e lucro, evite alavancagem excessiva, revise posições periodicamente.
Quarto, seja especialmente cauteloso com Tokens recém-lançados. Esses Tokens geralmente têm baixa liquidez, alta volatilidade e riscos desconhecidos, não sendo recomendável usar alta alavancagem.
Quinto, monitore regularmente seus riscos de posição. O mercado de Tokens muda rapidamente, exigindo ajustes de estratégia em tempo hábil.
Compreender as diferenças entre Token e Coin, bem como os riscos e retornos de diferentes métodos de negociação, é fundamental para se tornar um investidor racional. Seja você um holder de longo prazo ou um trader de curto prazo, deve escolher ativos e métodos de negociação adequados ao seu perfil de risco.