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Larry Ellison aos 82: O magnata que reinventa o seu império na era da IA
Com mais de oito décadas no planeta, Larry Ellison demonstra que a idade é apenas um número para quem possui a visão certa. Em março de 2026, o cofundador da Oracle continua sendo um dos homens mais ricos do mundo, reescrevendo constantemente as regras do sucesso empresarial.
Há apenas seis meses, em 10 de setembro de 2025, Larry Ellison atingiu um marco histórico: tornou-se o homem mais rico do planeta segundo o Índice de Multimilionários da Bloomberg. Sua fortuna ultrapassou os 393 mil milhões de dólares em um único dia, deslocando Elon Musk de um trono que ocupava há anos. O notável não é só o valor, mas o que ele representa: um empresário nascido na pobreza, que abandonou a universidade duas vezes, hoje se posiciona como o magnata de referência numa era radicalmente nova.
De órfão a construtor de impérios: A jornada extraordinária de Larry Ellison
A história de Larry Ellison desafia toda lógica de privilégio. Nasceu em 1944 no Bronx, Nova York, filho de uma mãe solteira de apenas 19 anos. Aos nove meses, foi entregue à sua tia em Chicago para ser criado. Sua família adotiva vivia com limitações econômicas; seu pai era um simples funcionário público. Apesar de ingressar na Universidade de Illinois, a morte de sua mãe adotiva obrigou-o a abandonar os estudos no segundo ano. Tentou novamente na Universidade de Chicago, mas completou apenas um semestre antes de partir.
Tudo mudou quando decidiu ir para Berkeley, Califórnia, nos anos setenta. Não era só um destino geográfico; era o epicentro de uma revolução tecnológica que Ellison intuía que iria transformar o mundo. Seu primeiro trabalho crucial foi na Ampex Corporation, uma empresa de armazenamento audiovisual e processamento de dados, onde participou de um projeto revolucionário: desenhar um sistema de bases de dados para a CIA.
Em 1977, com 32 anos, Larry Ellison, junto a Bob Miner e Ed Oates, investiram apenas 2.000 dólares (dos quais Ellison contribuiu com 1.200) para fundar a Software Development Laboratories. O ato foi audacioso: transformar a experiência anterior em um produto comercial universal chamado Oracle. Em 1986, a empresa abriu capital na Nasdaq, marcando o início de uma transformação que duraria décadas.
Da crise à ressurreição: Como a Oracle capturou a oportunidade da inteligência artificial
Por mais de quarenta anos, a Oracle navegou entre momentos de glória e desafios existenciais. Dominou o mercado de bases de dados, mas na era inicial da computação em nuvem, pareceu perder relevância frente a gigantes como Amazon AWS e Microsoft Azure. No entanto, a aparente fraqueza escondia uma força: sua profunda relação com clientes empresariais e seu expertise incomparável em infraestrutura de dados.
A verdadeira ressurreição veio através de um vetor inesperado: a explosão da inteligência artificial generativa. Em 2025, a Oracle anunciou contratos de dezenas de bilhões de dólares, incluindo uma colaboração de 300 bilhões de dólares por cinco anos com a OpenAI. O mercado reagiu de forma explosiva: o preço das ações saltou mais de 40% em um único dia, a maior alta diária desde 1992.
O que mudou? A infraestrutura de IA exige exatamente o que a Oracle faz melhor: gerenciar e organizar dados massivos em escala empresarial. O que parecia uma desvantagem na era do cloud computing tornou-se a vantagem decisiva do momento. Larry Ellison, agora próximo dos 82 anos, conseguiu o que poucos empresários alcançam: uma “vitória tardia” em um terreno completamente diferente daquele onde construiu seu império inicial.
Recentemente, o empresário apareceu na Casa Branca ao lado de Masayoshi Son, do SoftBank, e Sam Altman, da OpenAI, para anunciar a construção de uma rede de centros de dados de IA avaliada em 500 bilhões de dólares. A Oracle seria fundamental. Não se tratava apenas de uma oportunidade comercial; era uma consolidação de poder na nova era digital.
O enigma da longevidade: Como um multimilionário de 82 anos permanece na linha de frente
Há um mistério em torno de Larry Ellison que vai além de seus números de negócio: como alguém que ronda os 82 anos mantém a energia e o desejo de se reinventar constantemente? A resposta não está na magia, mas em um rigor quase obsessivo sobre seu próprio corpo e mente.
Durante décadas, Larry Ellison praticou uma disciplina extraordinária. Nos anos noventa e dois mil, segundo documentos de antigos executivos, dedicava várias horas diárias ao exercício físico. Sua dieta é quase monástica: água e chá verde, praticamente nenhuma bebida açucarada, controle extremo sobre a ingestão calórica. Sua obsessão por água e vento o levou a tornar-se um regatista de classe mundial: em 2013, a Oracle Team USA, patrocinada por ele, conquistou uma das reviravoltas mais lendárias na história da Copa América de vela. Em 2018, fundou a SailGP, uma liga internacional de catamarãs de alta velocidade que hoje atrai investidores como a atriz Anne Hathaway e o futebolista Mbappé.
O tênis é outra paixão que definiu sua vida adulta. Revitalizou o torneio de Indian Wells, na Califórnia, elevando-o à categoria de “quinto Grand Slam”. Amigos e colegas descrevem-no como “vinte anos mais jovem que seus contemporâneos”, um feito que não vem de cirurgias ou truques, mas de um investimento obsessivo na saúde pessoal.
Porém, há um lado mais complexo na vida de Larry Ellison: sua vida amorosa. Casou-se cinco vezes, e em 2024 surpreendeu o mundo ao contrair casamento discreto com Jolin Zhu, uma mulher de origem chinesa 47 anos mais nova que ele. A notícia veio apenas através de um documento da Universidade de Michigan que menciona uma doação conjunta. É irônico, talvez, que alguém tão disciplinado em seu regime físico seja igualmente impulsivo em seus assuntos pessoais. Alguns nas redes sociais brincam dizendo que Ellison ama tanto surfar quanto se apaixonar: ambas as coisas o atraem igualmente.
O legado que transcende o dinheiro: Política, família e influência global
A riqueza de Larry Ellison deixou de ser um atributo pessoal há anos. Tornou-se uma ferramenta de poder que se estende a múltiplas áreas. Seu filho, David Ellison, recentemente adquiriu a Paramount Global, a empresa-mãe da CBS e MTV, por 8 bilhões de dólares (com 6 bilhões de apoio familiar). O pai controla o Vale do Silício; o filho, a indústria do entretenimento. Juntos, construíram um império que abrange tecnologia e mídia numa escala sem precedentes.
Na política, Larry Ellison tem sido um doador consistente do Partido Republicano. Em 2015, financiou a campanha presidencial de Marco Rubio; em 2022, doou 150 milhões de dólares ao Super PAC do senador Tim Scott. Sua aparição na Casa Branca em 2025, ao lado de líderes tecnológicos globais, não foi casual: foi a manifestação de um poder que transcende o corporativo.
Na filantropia, Larry Ellison assinou o “Giving Pledge” em 2010, comprometendo-se a doar pelo menos 95% de sua fortuna. Contudo, seu enfoque filantrópico é radicalmente diferente do de Bill Gates ou Warren Buffett. Valoriza sua privacidade e prefere desenhar independentemente o futuro que deseja financiar. Doou 200 milhões à Universidade do Sul da Califórnia para pesquisa contra o câncer, e anunciou recentemente que parte de seu patrimônio irá para o Ellison Institute of Technology, criado em colaboração com Oxford, para pesquisar medicina, sistemas alimentares e energia limpa.
Em uma declaração pública, escreveu: “Queremos desenhar uma nova geração de medicamentos que salvem vidas, construir sistemas agrícolas de baixo custo e desenvolver energia limpa e eficiente para a humanidade”. Sua filantropia, como tudo mais em sua vida, é profundamente pessoal e idiossincrática.
Reflexão final: O magnata que continua escrevendo sua história
Larry Ellison, aos 82 anos, representa um enigma moderno: alguém que deveria estar aposentado, mas que, ao invés disso, continua sendo o protagonista central na transformação tecnológica mais radical de nosso tempo. Começou na pobreza, sem pais biológicos, abandonando universidades. Construiu um império de bases de dados que, por quarenta anos, foi o músculo silencioso por trás da economia digital. E, quando parecia que sua era tinha terminado, soube ver a oportunidade na inteligência artificial.
O que distingue Larry Ellison não é apenas seu sucesso empresarial, mas sua capacidade de reinvenção numa idade em que a maioria dos mortais estaria descansando. Sua teimosia, sua competitividade feroz, sua obsessão tanto por água quanto pelo trabalho, mantêm-no como uma figura vigente numa indústria que constantemente declara mortos seus antigos titãs.
O trono do homem mais rico do mundo pode mudar de mãos amanhã. Mas o que permanece é a lição implícita na vida de Larry Ellison: que a verdadeira riqueza não é um destino final, mas o impulso perpétuo de continuar jogando, inovando e escrevendo sua própria lenda. Aos 82 anos, a história de Larry Ellison está longe de terminar.