Recentemente, vi uma história bastante perturbadora, sobre as trocas de e-mails entre a esposa de Woody Allen, Song Yi, e Epstein. Muitas pessoas só veem a superfície — um congressista que caiu em desgraça por mensagens inadequadas com uma garota de 15 anos, enquanto Song Yi o defende e chama aquela garota de “desavergonhada e vil que bullying os mais fracos”, dizendo algo como “mulheres se aproveitando dos homens”. A primeira impressão é de que essa mulher é sem coração.



Mas há um detalhe crucial por trás disso, que muitas pessoas não explicaram claramente. Por que Song Yi defende tanto Epstein? Porque ele é seu “benfeitor”. Sua filha conseguiu entrar na Universidade de Bard graças à ajuda de Epstein, que abriu uma porta nos bastidores. Essa é a verdadeira essência da história — o funcionamento das relações humanas tradicionais.

Como exatamente isso funciona? Song Yi primeiro conseguiu que Epstein ajudasse a levar sua filha para visitar a Bard. Epstein é amigo antigo do atual diretor da escola, e uma única troca de e-mails resolveu a recepção. Dois meses depois, quando a filha decidiu aplicar, Epstein voltou a intervir, coordenando para que Song Yi e seu marido ligassem diretamente ao diretor. O diretor então encaminhou o e-mail de Song Yi ao comitê de admissão — e nesse passo, no dia seguinte, Song Yi enviou uma carta de agradecimento a Epstein, dizendo algo como “Estou realmente muito grata por você ter ajudado Bechet a entrar na Bard”, e descreveu como estava na cozinha, emocionada a ponto de não conseguir expressar sua gratidão.

Essa é a etiqueta social americana. Pessoas influentes e ricas ajudam você, e você deve guardar essa dívida. Por isso, quando Epstein foi envolvido em escândalos, Song Yi naturalmente saiu em sua defesa, até atacando a vítima. Não é que ela seja sem coração, mas sim que a lógica de conexões e interesses está em ação.

Quem ainda ousa dizer que a sociedade americana não tem suas regras de relacionamento? Essas regras são tão refinadas, tão discretas, tão legítimas. Sem precisar falar abertamente, um e-mail, uma ligação, uma apresentação — tudo se resolve. Em comparação às relações públicas visíveis, essa troca invisível de interesses é ainda mais enraizada. O caso Epstein revela apenas a ponta do iceberg do funcionamento da elite americana.
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