Sempre que alguém me pergunta quais são os melhores traders do mundo, lembro-me de um grupo bastante específico de pessoas que deixaram a sua marca nos mercados financeiros de forma quase lendária.



Começaria por George Soros, que na minha opinião é praticamente sinónimo de trading bem-sucedido. O que fez em 1992 contra o Banco de Inglaterra foi quase irreal: ganhou mais de mil milhões de dólares numa única operação. O seu segredo sempre foi entender as dinâmicas globais e saber quando o mercado estava vulnerável. Esse tipo de visão macro é o que o diferencia do resto.

Depois está Mark Minervini, alguém que demonstrou consistência de uma forma quase obsessiva. O tipo ganhou o Campeonato de Traders dos Estados Unidos em 1997 com um rendimento de 155%, e se achas que foi sorte, fez o mesmo em 2021 com 334,8%. Isso não é coincidência. A sua abordagem baseia-se em análise técnica pura e em identificar padrões que outros simplesmente não veem.

Jim Simmons é outra fera completamente diferente. Este matemático conseguiu uma rentabilidade anualizada de 66% durante 40 anos. Quarenta anos, irmão. A sua genialidade esteve em transformar o trading numa coisa quase científica, desenvolvendo modelos algorítmicos que identificavam padrões em lugares onde o olho humano não podia ver.

Ed Seykota foi pioneiro em algo que agora é norma: o trading algorítmico. Durante 30 anos manteve um desempenho médio anualizado de 60%, o que é impressionante considerando a sua abordagem obsessiva na gestão do risco. Para ele, o dinheiro que não perdias era tão importante quanto o que ganhavas.

E, claro, Ray Dalio, que fundou a Bridgewater Associates e se tornou uma das figuras mais influentes do mundo dos fundos de cobertura. A sua força sempre foi entender as tendências a longo prazo e gerir o risco de forma que poucos conseguiam igualar. O interessante é que, além de acumular riqueza, destinou milhões à educação e ajuda em desastres.

Estes melhores traders do mundo têm algo em comum: não procuram ganhos rápidos. Todos eles desenvolveram sistemas, entenderam a psicologia do mercado e, o mais importante, sabiam quando não operar. Isso é o que realmente os diferencia.
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