A exchange de criptomoedas sul-coreana Upbit negou participar da emissão do Open USD depois que sua operadora Dunamu foi listada entre mais de 140 empresas envolvidas na nova iniciativa de stablecoin atrelada ao dólar anunciada na terça-feira. A exchange disse que seu envolvimento havia sido exagerado e enquadrou sua posição como limitada a uma possível participação futura no ecossistema OpenStandard mais amplo, com um porta-voz afirmando que a Upbit apenas indicou potencial disposição para considerar participar da expansão futura. O esclarecimento veio após o anúncio da Open Standard de que mais de 140 empresas, incluindo Visa, Mastercard, BlackRock, Google, Samsung Electronics e Dunamu, haviam aderido para usar a stablecoin. A reação destaca dúvidas sobre se a lista de parceiros do Open USD reflete compromissos comerciais firmes ou expressões preliminares de interesse, uma distinção que importa para a credibilidade da stablecoin, que depende de distribuição, acesso a resgate e confiança institucional nos mercados de ativos digitais.
A Samsung Electronics supostamente disse que não havia realizado discussões formais com o projeto e não sabia qual função deveria desempenhar. O Shinhan Financial Group e o KBank também supostamente disseram que apenas indicaram que considerariam a iniciativa. A distinção é importante para bancos e grandes empresas de tecnologia porque a participação em stablecoins pode desencadear questões regulatórias, de conformidade, custódia, reservas, pagamentos e reputação. A Open Standard disse anteriormente que as empresas poderiam cunhar e resgatar OUSD sem taxas ou limites de volume e planeja distribuir os ganhos gerados por suas reservas às empresas participantes.
O CEO da Circle, Jeremy Allaire, questionou a sustentabilidade de oferecer cunhagem e resgate gratuitos e ilimitados. Lorenzo Valente, diretor de pesquisa da ARK Invest, descreveu o anúncio como uma grande carta de intenções, sugerindo que a lista inicial de parceiros do projeto pode ainda não representar adoção operacional. O modelo proposto do Open USD combina cunhagem e resgate gratuitos e ilimitados com um plano de compartilhar os ganhos gerados pelas reservas com as empresas participantes, diferindo de muitos modelos de stablecoin nos quais os emissores geralmente obtêm receita das reservas e podem cobrar ou restringir certos serviços.
A Coreia do Sul ainda não aprovou a Lei Básica de Ativos Digitais, deixando questões não resolvidas sobre quem pode emitir stablecoins e quais funções instituições financeiras, exchanges e empresas não bancárias podem desempenhar. Os legisladores debateram se a emissão de stablecoins deve ser limitada a bancos ou aberta a emissores não bancários qualificados. Até que essas regras sejam finalizadas, as empresas sul-coreanas enfrentam incerteza quanto a direitos de emissão, gestão de reservas, obrigações de resgate e participação em ecossistemas de stablecoin no exterior. Para exchanges como a Upbit, apoiar um ecossistema de stablecoin pode envolver listagem, custódia, liquidez, acesso ao usuário, monitoramento de conformidade ou integração técnica, com cada função carregando um perfil regulatório diferente.
O que a Upbit disse sobre seu envolvimento no Open USD? A Upbit disse que não está participando da emissão do Open USD e que seu envolvimento havia sido exagerado. Um porta-voz da Upbit afirmou que a exchange apenas indicou potencial disposição para considerar participar da expansão futura do ecossistema OpenStandard.
Quais outras empresas sul-coreanas contestaram as alegações de participação no Open USD? A Samsung Electronics supostamente disse que não havia realizado discussões formais com o projeto e não sabia qual função deveria desempenhar. O Shinhan Financial Group e o KBank também supostamente disseram que apenas indicaram que considerariam a iniciativa.
Qual incerteza regulatória afeta a participação de empresas sul-coreanas em stablecoins? A Coreia do Sul ainda não aprovou a Lei Básica de Ativos Digitais, deixando questões não resolvidas sobre quem pode emitir stablecoins e quais funções instituições financeiras, exchanges e empresas não bancárias podem desempenhar. Os legisladores debateram se a emissão de stablecoins deve ser limitada a bancos ou aberta a emissores não bancários qualificados.
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