O panorama do acesso ao dinheiro em retalho está a mudar rapidamente. O que antes era um serviço conveniente e gratuito na maioria das lojas com opções de cashback está agora a tornar-se uma transação paga nos principais retalhistas. De acordo com o Bureau de Proteção Financeira ao Consumidor (CFPB), os americanos perdem aproximadamente 90 milhões de dólares por ano apenas para aceder ao seu próprio dinheiro através de caixas de retalho. Para as pessoas que vivem em áreas com infraestrutura bancária limitada, esta tendência emergente cria uma carga financeira significativa.
Porque é que os retalhistas estão a começar a cobrar pelo cashback
A mudança para cobrar taxas reflete alterações na economia das operações de retalho. À medida que as agências bancárias tradicionais continuam a fechar por toda a América, os consumidores dependem cada vez mais das lojas de retalho como sua principal fonte de dinheiro. Os retalhistas argumentam que estas taxas ajudam a compensar os custos de processamento de transações e despesas tecnológicas. No entanto, o diretor do CFPB, Rohit Chopra, aponta uma realidade preocupante: “Muitas pessoas que vivem em pequenas cidades já não têm acesso a um banco local onde possam levantar dinheiro da sua conta gratuitamente. Isto criou condições competitivas para que os retalhistas cobrem taxas pelo cashback.”
O impacto recai mais pesadamente sobre populações específicas. Consumidores de baixos rendimentos e aqueles em áreas rurais — onde normalmente se concentram as lojas de dólar — são desproporcionalmente afetados. Estas comunidades já enfrentam dificuldades com opções bancárias limitadas, tornando os serviços pagos de levantamento de dinheiro uma carga financeira adicional, em vez de uma conveniência.
Lojas com cashback que agora cobram taxas
Family Dollar cobra 1,50 dólares por levantamentos inferiores a 50 dólares, tornando o acesso a pequenas quantias de dinheiro particularmente caro. Dollar Tree, pertencente ao mesmo grupo, aplica uma taxa de 1 dólar para transações semelhantes. Dollar General, que opera milhares de lojas em comunidades carentes, cobra entre 1 e 2,50 dólares por levantamento, dependendo da localização, segundo uma investigação do CFPB de 2022.
Até grandes supermercados aderiram a esta tendência. A subsidiária da Kroger, Harris Teeter, cobra 75 cêntimos para levantamentos até 100 dólares ou 3 dólares para levantamentos entre 100 e 200 dólares. Outras marcas da Kroger, como Ralph’s e Fred Meyer, cobram uma taxa de 50 cêntimos para quantias menores, mas até 3,50 dólares para levantamentos maiores.
Alternativas gratuitas: lojas com cashback sem custos
Nem todos os retalhistas adotaram modelos baseados em taxas. Walmart continua a ser uma opção forte, oferecendo cashback sem custos até 100 dólares. Target fornece cashback sem taxa para valores inferiores a 40 dólares, enquanto a Albertsons permite até 200 dólares em cashback gratuito. CVS e Walgreens, embora com limites menores (60 e 20 dólares respetivamente), continuam a oferecer acesso gratuito ao dinheiro.
No entanto, a disponibilidade é importante. Estas alternativas gratuitas podem não existir em cidades menores, que já enfrentam dificuldades com serviços bancários adequados, razão pela qual alguns consumidores não têm escolha senão pagar as novas taxas.
O que isto significa para o seu bolso
A mudança para taxas de cashback revela uma realidade financeira mais ampla: o acesso ao sistema bancário tradicional está a tornar-se uma luxury em muitas comunidades americanas. Antes de fazer compras em lojas com opções de cashback, verifique as políticas específicas do seu destino. Em áreas sem alternativas gratuitas, até pequenas taxas podem acumular-se em despesas anuais significativas, especialmente para quem não consegue manter saldos mínimos nos bancos tradicionais.
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Quais lojas com cashback cobram taxas? Um guia do consumidor para opções gratuitas versus pagas
O panorama do acesso ao dinheiro em retalho está a mudar rapidamente. O que antes era um serviço conveniente e gratuito na maioria das lojas com opções de cashback está agora a tornar-se uma transação paga nos principais retalhistas. De acordo com o Bureau de Proteção Financeira ao Consumidor (CFPB), os americanos perdem aproximadamente 90 milhões de dólares por ano apenas para aceder ao seu próprio dinheiro através de caixas de retalho. Para as pessoas que vivem em áreas com infraestrutura bancária limitada, esta tendência emergente cria uma carga financeira significativa.
Porque é que os retalhistas estão a começar a cobrar pelo cashback
A mudança para cobrar taxas reflete alterações na economia das operações de retalho. À medida que as agências bancárias tradicionais continuam a fechar por toda a América, os consumidores dependem cada vez mais das lojas de retalho como sua principal fonte de dinheiro. Os retalhistas argumentam que estas taxas ajudam a compensar os custos de processamento de transações e despesas tecnológicas. No entanto, o diretor do CFPB, Rohit Chopra, aponta uma realidade preocupante: “Muitas pessoas que vivem em pequenas cidades já não têm acesso a um banco local onde possam levantar dinheiro da sua conta gratuitamente. Isto criou condições competitivas para que os retalhistas cobrem taxas pelo cashback.”
O impacto recai mais pesadamente sobre populações específicas. Consumidores de baixos rendimentos e aqueles em áreas rurais — onde normalmente se concentram as lojas de dólar — são desproporcionalmente afetados. Estas comunidades já enfrentam dificuldades com opções bancárias limitadas, tornando os serviços pagos de levantamento de dinheiro uma carga financeira adicional, em vez de uma conveniência.
Lojas com cashback que agora cobram taxas
Family Dollar cobra 1,50 dólares por levantamentos inferiores a 50 dólares, tornando o acesso a pequenas quantias de dinheiro particularmente caro. Dollar Tree, pertencente ao mesmo grupo, aplica uma taxa de 1 dólar para transações semelhantes. Dollar General, que opera milhares de lojas em comunidades carentes, cobra entre 1 e 2,50 dólares por levantamento, dependendo da localização, segundo uma investigação do CFPB de 2022.
Até grandes supermercados aderiram a esta tendência. A subsidiária da Kroger, Harris Teeter, cobra 75 cêntimos para levantamentos até 100 dólares ou 3 dólares para levantamentos entre 100 e 200 dólares. Outras marcas da Kroger, como Ralph’s e Fred Meyer, cobram uma taxa de 50 cêntimos para quantias menores, mas até 3,50 dólares para levantamentos maiores.
Alternativas gratuitas: lojas com cashback sem custos
Nem todos os retalhistas adotaram modelos baseados em taxas. Walmart continua a ser uma opção forte, oferecendo cashback sem custos até 100 dólares. Target fornece cashback sem taxa para valores inferiores a 40 dólares, enquanto a Albertsons permite até 200 dólares em cashback gratuito. CVS e Walgreens, embora com limites menores (60 e 20 dólares respetivamente), continuam a oferecer acesso gratuito ao dinheiro.
No entanto, a disponibilidade é importante. Estas alternativas gratuitas podem não existir em cidades menores, que já enfrentam dificuldades com serviços bancários adequados, razão pela qual alguns consumidores não têm escolha senão pagar as novas taxas.
O que isto significa para o seu bolso
A mudança para taxas de cashback revela uma realidade financeira mais ampla: o acesso ao sistema bancário tradicional está a tornar-se uma luxury em muitas comunidades americanas. Antes de fazer compras em lojas com opções de cashback, verifique as políticas específicas do seu destino. Em áreas sem alternativas gratuitas, até pequenas taxas podem acumular-se em despesas anuais significativas, especialmente para quem não consegue manter saldos mínimos nos bancos tradicionais.