O Fundo Monetário Internacional reduziu sua previsão de crescimento econômico global para 2026 para 3%, ante 3,1% projetados em abril. A revisão, divulgada no dia 8, reflete choques energéticos decorrentes da guerra no Irã. O crescimento global de 2025 foi de 3,5%. O FMI atribui a revisão ao aumento de quase 32% nos preços internacionais do petróleo neste ano e à inflação elevada, com preços ao consumidor globais estimados em alta de 4,7%, ante 4,1% em 2025. A previsão assume que o Estreito de Hormuz será reaberto até o final deste mês e que o comércio pelo estreito voltará à normalidade até março do próximo ano, apesar dos ataques aéreos dos EUA contra o Irã e da suspensão do cessar-fogo pelo presidente Donald Trump.
FMI projeta alta de 32% no preço do petróleo e inflação global de 4,7% neste ano
O FMI estima que os preços internacionais do petróleo subirão quase 32% neste ano, impulsionando a inflação ao consumidor global para 4,7%. Essa taxa supera os 4,1% registrados em 2025. A previsão considera que o Estreito de Hormuz será reaberto até o final do mês, após a retomada das operações militares dos EUA contra o Irã e a declaração de Trump encerrando o cessar-fogo. O FMI também supõe que o comércio pelo estreito retornará aos níveis normais até março do próximo ano.
Petya Koeva Brooks, vice-diretora do FMI, avaliou que a economia global resistiu melhor do que o esperado ao impacto da guerra. Ela explicou que os danos econômicos do choque energético permaneceram limitados porque os países utilizaram reservas de petróleo existentes e as nações produtoras fora do Golfo Pérsico aumentaram a produção.
Fonte: Fundo Monetário Internacional (FMI)
Economia dos EUA deve crescer 2,3% com cortes de impostos e ganhos de produtividade
O FMI projeta que a economia dos EUA crescerá 2,3% neste ano, igualando a previsão de abril e superando os 2,1% de crescimento de 2025. O fundo cita os cortes de impostos de Trump em 2025, melhorias significativas na produtividade e um mercado de ações forte como fatores que apoiam o desempenho econômico americano.
Europa e China enfrentam trajetórias de crescimento divergentes sob pressão dos preços de energia
Vinte e um países europeus devem alcançar um crescimento combinado de apenas 0,9% neste ano, abaixo dos 1,4% do período anterior. O FMI identificou o aumento dos preços de energia como um impacto direto às economias europeias.
A economia da China deve crescer 4,6% neste ano, abaixo dos 5% de 2025, mas ligeiramente acima da projeção de abril do FMI. O fundo observa que, apesar dos preços elevados de energia e do colapso do mercado imobiliário, os gastos públicos em obras, o crescimento na manufatura de alta tecnologia e o forte desempenho nas exportações compensam essas pressões.
O FMI acrescenta que o crescimento econômico global deve se recuperar para 3,4% no próximo ano.
FAQ
Por que o FMI reduziu sua previsão de crescimento global para 2026?
O FMI revisou sua previsão de crescimento econômico global para 2026 para 3%, devido aos choques energéticos causados pela guerra no Irã. A revisão reflete um aumento de quase 32% nos preços internacionais do petróleo neste ano e uma inflação global elevada, estimada em 4,7%, ante 4,1% em 2025.
Quais suposições sustentam a previsão do FMI para interrupções no fornecimento de petróleo?
A previsão do FMI assume que o Estreito de Hormuz será reaberto até o final deste mês, apesar dos ataques aéreos contínuos dos EUA contra o Irã e da suspensão do cessar-fogo por Trump. Além disso, o fundo supõe que o comércio pelo estreito voltará à normalidade até março do próximo ano.
Como diferentes economias se comportaram sob a nova perspectiva do FMI?
A economia dos EUA deve crescer 2,3% neste ano, apoiada por cortes de impostos e ganhos de produtividade. Vinte e um países europeus devem alcançar apenas 0,9% de crescimento combinado devido às pressões dos preços de energia. A China deve expandir 4,6%, com gastos em obras públicas e manufatura de alta tecnologia compensando os desafios do mercado imobiliário.