De acordo com a JPMorgan Chase, a equipa de estrategistas liderada pela analista Zahin Ov alertou recentemente que os retornos do índice S&P 500 deverão enfraquecer na segunda metade de 2026 em comparação com as ações internacionais, tornando pouco provável repetir o forte desempenho da primeira metade. O banco apontou quatro principais obstáculos: o aumento da fragilidade dos mercados à medida que os fundos de cobertura e os investidores estrangeiros substituem os tradicionais compradores de obrigações do Estado, criando volatilidade; a inflação persistente e as taxas de juro elevadas, a pressionar as valorizações das ações; a elevada participação de investidores de retalho, amplificando o risco negativo caso os mercados corrigam de forma acentuada; e a deslocação de empregos impulsionada por inteligência artificial, que está a perturbar a estabilidade do mercado laboral.
A JPMorgan referiu que os prémios de risco das ações caíram para mínimos do pós-crise financeira, oferecendo pouco potencial de valorização para que as rendibilidades das obrigações subam sem pressionar significativamente as ações. O relatório destacou que os ativos em ações passaram a representar um terço da riqueza total das famílias americanas, um máximo histórico, o que significa que uma correção do mercado pode despoletar uma contração mais acentuada do consumo do que no passado.